quarta-feira, 21 de julho de 2010

SITUAÇÕES VIVIDAS


Há dias em que paramos para pensar e refletimos sobre fatos vividos por nós. Esses fatos muitas vezes nos levam a refletirmos e remontá-los dentro de nós. Nesse momento, acabamos entrando em uma série de interrogações: E se eu tivesse feito desta forma? E se eu tivesse escolhido este caminho? São inúmeras perguntas que sinceramente, não nos levarão a nada - não mesmo!

Você já parou para pensar ou tentou pelo menos se imaginar em um local onde tudo fosse perfeito? As pessoas, os animais, as casas, as ruas, tudo que existe ao nosso redor... Que maravilha não? Seria tudo mais tranquilo, não haveria sofrimento, fome, frio, abandonos, entre outros milhares de problemas que assombram nosso cotidiano. Embora eu tenha abordado essas questões do cotidiano - que realmente seria bem melhor caso não existisse tudo isso - não estou me referindo a essas questões em si, e sim na questão pessoal, sem envolver classes, nem raças, nem dignidade, e sim, fatos que acontecem na vida de cada um, que independem das questões sociais. Muitas vezes já quisemos voltar atrás, tentar reviver o passado para mudar o nosso hoje e traçar um novo futuro. Não temos o poder sobre nosso passado, e nem vou perder muito tempo falando sobre ele. O que quero abordar de fato é que muito dos nossos erros cometidos nos tornam melhores hoje, e muita das injustiças que não foram provocadas por você, mas que refletiram em você, também nos tornam melhores. Errar no passado nem sempre é sinônimo de presente prejudicado. Talvez nosso presente não estivesse tão bom, se não fosse aquele erro do passado, que fez você aprender "na marra" como se faz, ou erraríamos de novo. Também não vamos ser ignorantes em provocar algo de errado hoje, achando que tudo nos trarão bons frutos amanhã - sejamos grandes também. A questão é que, uma vez vivendo, estamos sujeito a errar, mas sempre procurando acertar mais, mesmo pegando os erros como exemplo, afinal, é para isso que os erros devem servir.

Há alguns dias, assisti uma entrevista da TV Brasil, programa Três a Um, onde uma das entrevistadoras, Heloísa Perrisé, pergunta ao talentoso e uma das figuras mais importantes para a cultura de nosso País, o entrevistado Chico Anysio: Se o tempo voltasse atrás, o que você corrigiria? - Focada em sua resposta.

- Eu não fumaria... Fumar é a pior coisa que uma pessoa pode fazer pra si mesma. Hoje tenho apenas 40% de meu pulmão. Para você ter uma idéia, ando de cadeira de rodas nos aeroportos porque eu ando 50 metros e já estou cansado. De resto, erraria tudo de novo... Não digo todos, mas muito deles, porque muito dos meus erros foram professores para mim... - responde Chico Anysio.

Sendo assim, não pense que os fatos vividos por você no passado, e que você julga errados, sejam coisas irreversíveis ou extremamente prejudiciais ao seu futuro. Ainda que você não consiga o resultado esperado por conta disso, leve-os como professores do seu hoje, e não os cometam novamente, ou então amenizem ao máximo os efeitos ruins, antes que eles apareçam, afim de que esses sejam apenas um tijolo na base sobre o qual devemos de edificar os nossos próximos dias. Enquanto não digerirmos de fato o nosso passado, trazendo-os para os dias de hoje, estaremos sacrificando boas oportunidades que passarão despercebidas por nós, uma vez que estamos muito preocupados em remoer as coisas ruins. Quanto ao cigarro, sendo lícito, fiquem a vontade... Sempre há os que erram de propósito, ou simplesmente pela vergonha de um simples não!





segunda-feira, 28 de junho de 2010

ONDE ESTÁ A FELICIDADE?


          Estamos muito preocupados em achar respostas para perguntas muitas vezes sem sentido. Assim como também perguntas sem sentido muitas vezes nos levam para caminhos grandiosos. Há perguntas que não tem a necessidade de serem respondidas, ou há perguntas que muitas vezes não têm respostas mesmo. Mas o que é felicidade? Será que há somente uma resposta para essa pergunta? Acho que não.
Cada um sabe como ser feliz, e não há regras para isso.



          O meu objetivo não é fazer como os livros de auto ajuda. Não é ficar aqui falando que a vida é uma maravilha, e que tudo é lindo, pois todos nós sabemos que não é sempre assim. Claro que há momentos de intensa felicidade, mas há também aqueles de imensa escuridão.
Como uma criança pode trazer grandes felicidades na vida de um casal? Como um bichinho de estimação pode deixar uma criança tão feliz? Como uma viagem entre amigos nos traz estórias que serão lembradas e revividas em pensamentos felizes para o resto de nossas vidas? São momentos de nossas vidas que servem para deixar nossos dias um pouco menos denso, um pouco mais alegre, porque vamos ser claros: nem sempre a vida é um conto de fadas, mas nós nem sempre aproveitamos a oportunidade para gozarmos dela. Embora seja repleta de dores, nossas vidas nos leva a caminhos prazerosos, basta sabermos enxergar na dor uma oportunidade de amenizá-la.



          Ultimamente, tenho ficado mais feliz do que triste, mas para isso precisei encontrar sozinho maneiras para que isso acontecesse. Tenho que ser meu próprio psicólogo, porque se isso não acontecer, não há pscicólogo que faça milagres para me fazer bem. Quem determina o caminho da felicidade somos nós mesmos, mas não há um unico caminho, não há respostas para isso. Seja você. Não há motivos para se preocupar em como ser mais feliz... Enquanto você se preocupa em como ser feliz, outros vivem essa felicidade.

domingo, 21 de março de 2010

BONS MOMENTOS



          Há alguns dias no calçadão, divulgando o projeto Saúde Cidadã com mais alguns DeMolays, fui abordado por um velho rapaz, o senhor Guimarães Máximo, 93 anos de idade, bem simpático por sinal, me perguntando como seria o projeto. Ao explicar, ele pediu um momento de minha atenção, pois queria me contar fatos de sua vida. Lógico, não poderia negar uma parte de minha atenção para ele – apesar do calor insuportável que fazia. Deixei a conversa fluir, e não demonstrei pressa alguma. Dando voltas e voltas na conversa, com passagens de sua juventude e paqueras também, ele começou a falar do assunto principal desse meu texto: seu relacionamento amoroso. Ele me disse que ficou casado com sua esposa durante cinquenta e quatro anos, e que há sete meses, ela morrera. Com uma disposição de dar inveja, mas também com os olhos avermelhados, digno de quem não contera a emoção, ele me disse que sente muito a falta dela, e que desde então, não conseguia mais sentir aquela paz que sentia quando estava na companhia dela. 


          Confesso ter ficado por alguns instantes com um nó na garganta, e sem saber como continuar o assunto, e como também com palavras, confortá-lo. Tentei rapidamente mudar de assunto, mas ele insistiu no assunto, não mais de sua esposa, mas sim sobre casamentos. O que me chamou atenção em nossa conversa foi sua visão sobre casamento, que pela idade, não é de se espantar. Disse que durante sua vida toda, ele já presenciou várias formas de casamento, tanto de seus amigos e conhecidos, ou até seus familiares. Disse que ultimamente, o que ele mais vê é casamento por interesses econômicos, união de negócios, beleza física entre os parceiros, menos por amor, mas amor verdadeiro, não apenas atração – se é que atração pode ser chamada de amor. Terminou então dizendo que poucos vão sentir tudo que ele teve a oportunidade de sentir, e que também poucos vão conhecer o verdadeiro sentido do amor, quando a verdadeira essência do amor foi deixada um pouco de lado nos dias atuais – não que não haja mais, mas antes era com mais freqüência – e seguiu com sua ultima frase, com a mão no meu ombro, dizendo para me casar quando as condições me permitirem, logicamente, e quando eu encontrar uma mulher que eu ame de verdade, mas que meu amor seja apenas pelo que ela é, e não pelo que ela ou a família dela possui, porque juntos podemos ter tudo que quisermos.


          Foram aproximadamente 15 minutos de conversa, que olha... Compensaram o calor! Isso me fez repensar tudo que há tempos venho refletindo sobre: o amor. O que o Senhor Guimarães Máximo me disse, talvez muitas pessoas devessem ter a oportunidade de ouvir também, não como uma forma de orientação apenas, mas sim, para ter a oportunidade de não só ouvir, mas sentir de uma pessoa que viveu aquilo que está dizendo, e sentir também o impacto da reação da pessoa quando cita, com grande inocência, um fato tão doloroso como este. O que ele me disse teve grande importância para mim, e espero que ao lerem, vocês consigam tirar algo de bom do texto, ou apenas alguns minutos de reflexão sobre as palavras desse jovem simpático de 93 anos de idade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O jovem eleitor e o jovem político: uma aposta que não se pode descartar.

Conversando com um grande amigo, ele me sugeriu falar sobre a importância do jovem na política. Em específico, vou falar sobre os eleitores entre dezesseis anos e dezoito anos. O fato é que, ao deixar opcional a votação para esses eleitores, muitos nem tiram o título de eleitor – e eu sei que ai já não podem nem serem chamados de eleitores, umas vez que nem tiraram o título ainda – por não serem obrigados a exercerem este ato de cidadania. Vejam só... Será que precisam obrigar você, jovem cidadão, a decidir quem será o próximo cidadão – assim como você – que irá tomar as decisões pela sua pátria, ou liderar a sua cidade, estado ou país? Quer dizer então que vocês estão pouco se lixando com o futuro de nossa pátria. Vou pensar então igualzinho escutei uma senhora que estava na padaria no exato momento em que eu tomava um café, dizer: o país não tem mais jeito mesmo, ninguém consegue levar ele para frente, vou votar pra que? Eu é que não vou perder meu tempo. Será que é assim que devemos agir? Será que realmente todos os políticos não prestam? Será que devemos anular nossos votos, por estarmos desmotivados a acreditar em um país melhor? E como vamos melhorar nosso país? É... Senhores, ou melhor, jovens cidadãos de nossa querida pátria.


Não devemos fechar os olhos, como se estivesse tudo certo, e agir como se nada estivesse errado, porque se não votamos, é porque não tem nada de errado – se é que estar errado, nem sempre significa não estar certo, uma vez que se não está certo, há algo de errado, mas não devemos generalizar os fatos, pois nossa pátria não deve pagar o preço do erro de alguns. Estamos em busca do certo em tudo, e não somos errados por isso, porque se é certo, é o que deve ser feito. O fato de a política às vezes estar errada não nos dá o direito de cruzarmos os braços e ver o que vai virar. Se fugirmos de nossa realidade – e nem sempre a política é ruim, pois todos os dias têm noticias boas “rolando” na TV – acabamos que abrindo espaço para hospedeiros de nossa folga, aproveitadores de nossa ingenuidade, verdadeiros sanguessugas da comodidade generalizada – e ai sim seremos alvos de tanta falta do que fazer de nossos políticos.


Portanto você, jovem cidadão, deve ser mais uma arma a favor de nossa política, para que democracia, não seja sinônimo de liberdade de ação, e sim, sinônimo de igualdade, de coerência nas ações, de honestidade.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

EMOÇÕES

Determinadas emoções nos quebram a cabeça às vezes. Muitas situações nos fazem "perder a cabeça", como brigas. Outras derrubam qualquer um, como a morte de uma pessoa querida. Outras, porém, positivamente, como quando encontramos um grande amor. E por falar em amor, deve ser o sentimento mais contraditório que existe. O amor envolve muitos riscos, e pior, o bom rendimento de um amor não depende apenas de você, o que torna ele mais complicado ainda – claro que uma grande tristeza às vezes é inevitável, sendo um sentimento complicado de superar, mas não impossível. Como é bom amar alguém. Como é bom fazer alguém feliz e estar feliz com alguém. Seja em um relacionamento hetero ou até mesmo homossexual, um casal pode ser extremamente feliz, sendo um o complemento do outro.


Algumas pessoas nos fazem sentirmos melhores. Em uma amizade, por exemplo, como eu fico feliz tendo uma amizade verdadeira; há quem diga que amigo é o pai e a mãe. Discordo! É muito bom ter alguém para o qual você conte tudo – duvido que você conte aos seus pais quantas vezes já passou mal por ingerir exageradamente álcool. Portanto, todos nós ficamos mais seguros tendo um amigo do peito, ou alguns amigos do peito, para desabafar quando necessário ou para pedir algum conselho urgente, então várias outras coisas.


Pois bem, as emoções tomam conta de nós todos os dias. Claro que algumas pessoas se emocionam mais facilmente, porém, não há pessoas que são totalmente ausentes de emoções. Há profissionais especialistas na área da emoção, como por exemplo, psiquiatras, ou até mesmo psicólogos, que em muitos casos dão uma forcinha aos necessitados de ajuda emocional. Vale apena também optar pela leitura, como livros de autoajuda, que ajuda a termos uma visão diferente de algumas situações que nos incomodam.


Se for para citar todas as situações que mexem intensamente com o nosso emocional, escreveria textos e textos e não acabaria nunca. Atualmente, emoções intensas têm feito parte do meu cotidiano. Mais recentemente falando, uma situação tem me deixado muito feliz, mas caros leitores, minha vida não é o foco do texto, e sim as emoções – com o perdão da afirmação. Talvez, uma coisa feliz que me aconteça, faz meu rendimento nas outras tarefas diárias saírem melhores, pois a autoestima é tudo na vida de uma pessoa. Voltando ao amor, que ainda assim é o sentimento que mais tenho vontade de falar sobre, é, para mim, o sentimento mais completo que existe, e consequentemente o que mais mexe com as pessoas, a longo prazo.