terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO


Dia após dia nos deparamos com situações complicadas de serem resolvidas. Não é de hoje também que pessoas que supostamente eram de nossa confiança, e que hoje, por algum motivo, nos fez perder toda a confiança depositada por nós. Seja uma ou outra, em qualquer dessas não será tarefa fácil de ser resolvida.
Sempre costumo dizer às pessoas que fazem parte da minha vida, sejam amigos ou familiares, que uma das principais ferramentas para a construção de uma personalidade é o relacionamento com outras pessoas. Nele você encontrará a oportunidade de conhecer diversas formas de pensar, entre habilidades e características de conduta, ou até mesmo aprender a ouvir, muito mais do que simplesmente falar.
Hoje tive mais uma oportunidade de me expressar, e principalmente de tirar a conclusão sobre uma pessoa muito querida, mas com os meus próprios olhos, com as minhas percepções, muito mais vantajoso do que com a percepção dos outros, colocadas a mim. Com quatro horas de conversa, mudei os meus conceitos em relação a ela, além da oportunidade que me foi proporcionada de esclarecimentos de minha parte.
A sensação que ficamos depois de uma longa conversa que deu certo, além de esclarecimento, é que nenhuma outra forma é tão eficaz no entendimento e na busca de uma transparência sobre outra pessoa, como a oportunidade de falar e ouvir; discutir pontos de vistas; analisar e refletir sobre aquilo que estamos dizendo, dando a importante oportunidade para o outro de mostrarmos um pouco mais sobre o que somos. É na conversa também que muitos desentendimentos acabam em entendimentos, e que muitas separações acabam em uma linda estória de amor.

Reafirmo, por fim, que o diálogo ainda é a principal forma que duas pessoas têm na busca de um bom relacionamento, seja ele de qualquer gênero afetivo. Nada mais gratificante do que a sensação de dever cumprido, assim como a sensação de que nenhuma outra maneira seria tão eficaz, se não fosse a oportunidade de conversar, dialogar, expressar. É com esse sentimento que estou agora.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Racionalidade,instinto, sabedoria, conhecimento: palavras chaves que nos levam ao aprofundamento da divisão fisiológica dos seres.

Assistindo a uma aula sobre Gestão Administrativa, pude tirar algumas conclusões sobre o tema abordado pelo professor. O tema principal era a construção do caráter humano, baseado em alguns conceitos psicológicos.

O Professor, em um determinado instante da aula, fez uma pausa em sua explicação, e questionou sobre a diferença entre o ser humano em relação aos demais animais que conhecemos. Uma aluna pediu a palavra e disse: Somos seres racionais, e os demais não – pelo menos foi dessa forma que aprendi no ensino fundamental. O professor, então, foi mais além, perguntando: O que é ser racional? Do que deriva a palavra racional?

O ser racional consegue tomar decisões, agir de maneira pensada e no momento oportuno, tem noção do perigo – respondeu a menina.

Levando em consideração o raciocínio dela, digamos que ela não está errada, uma vez que eu já ouvi essa conclusão, vinda de um educador. Sendo assim, podemos classificar os animais considerados irracionais, como animais que pensam. Os animais sabem quando estão em perigo. Os animais sabem a hora de alimentar os seus filhotes. Os animais conseguem tomar atitudes no momento de perigo. Os animais sabem nadar quando caem na água. Os animais saber fazer armadilhas para capturar a caça. Isso, pensando além, chama-se instinto, porém, as atitudes são pensadas e sempre bem calculadas, mesmo se levarmos em conta o instinto, não tirando a mérito da habilidade de diversos animais irracionais. Não considero somente os seres humanos como seres racionais, pois muito do que fazemos, também é fruto do nosso instinto – mas cada tira a sua conclusão.

Em outro instante da aula, entramos na questão humana – somente. Discutimos sobre a construção do caráter, o que envolve as nossas sensações e atitudes, e quais as vontades de realização, observado na massa. Há uma sigla construída através de vários estudos científicos e psicológicos que resume tudo, essa sigla é o CHA: Conhecimento, habilidade, atitude. O conhecimento seria “o saber”, a habilidade o “saber fazer”, e a atitude “o fazer”. Entre essas três, se fosse para escolher a palavra mais completa, a habilidade seria a palavra chave das três, embora as outras duas sejam fundamentais para a construção dessa. Não adianta você ter o conhecimento e não tomar atitude em praticá-lo. Não adianta você tomar atitudes espontâneas, sem o conhecimento. Sem essas duas, então, não existiriam a habilidade, que é uma junção dessas.

A sabedoria é tão importante quanto o conhecimento. Sabendo usar o conhecimento, você se torna uma pessoa sábia, botando em prática todo o conceito aprendido, com habilidade. A habilidade é fundamental na realização de uma tarefa, diferenciando os seus feitos dos demais, realizados com muitos conceitos, porém com pouca técnica. Entramos, por fim, na questão de caráter, sendo cada um diferente do outro, por mais que haja sempre aqueles que são bem parecidos, mas jamais serão totalmente iguais.


quarta-feira, 21 de julho de 2010

SITUAÇÕES VIVIDAS


Há dias em que paramos para pensar e refletimos sobre fatos vividos por nós. Esses fatos muitas vezes nos levam a refletirmos e remontá-los dentro de nós. Nesse momento, acabamos entrando em uma série de interrogações: E se eu tivesse feito desta forma? E se eu tivesse escolhido este caminho? São inúmeras perguntas que sinceramente, não nos levarão a nada - não mesmo!

Você já parou para pensar ou tentou pelo menos se imaginar em um local onde tudo fosse perfeito? As pessoas, os animais, as casas, as ruas, tudo que existe ao nosso redor... Que maravilha não? Seria tudo mais tranquilo, não haveria sofrimento, fome, frio, abandonos, entre outros milhares de problemas que assombram nosso cotidiano. Embora eu tenha abordado essas questões do cotidiano - que realmente seria bem melhor caso não existisse tudo isso - não estou me referindo a essas questões em si, e sim na questão pessoal, sem envolver classes, nem raças, nem dignidade, e sim, fatos que acontecem na vida de cada um, que independem das questões sociais. Muitas vezes já quisemos voltar atrás, tentar reviver o passado para mudar o nosso hoje e traçar um novo futuro. Não temos o poder sobre nosso passado, e nem vou perder muito tempo falando sobre ele. O que quero abordar de fato é que muito dos nossos erros cometidos nos tornam melhores hoje, e muita das injustiças que não foram provocadas por você, mas que refletiram em você, também nos tornam melhores. Errar no passado nem sempre é sinônimo de presente prejudicado. Talvez nosso presente não estivesse tão bom, se não fosse aquele erro do passado, que fez você aprender "na marra" como se faz, ou erraríamos de novo. Também não vamos ser ignorantes em provocar algo de errado hoje, achando que tudo nos trarão bons frutos amanhã - sejamos grandes também. A questão é que, uma vez vivendo, estamos sujeito a errar, mas sempre procurando acertar mais, mesmo pegando os erros como exemplo, afinal, é para isso que os erros devem servir.

Há alguns dias, assisti uma entrevista da TV Brasil, programa Três a Um, onde uma das entrevistadoras, Heloísa Perrisé, pergunta ao talentoso e uma das figuras mais importantes para a cultura de nosso País, o entrevistado Chico Anysio: Se o tempo voltasse atrás, o que você corrigiria? - Focada em sua resposta.

- Eu não fumaria... Fumar é a pior coisa que uma pessoa pode fazer pra si mesma. Hoje tenho apenas 40% de meu pulmão. Para você ter uma idéia, ando de cadeira de rodas nos aeroportos porque eu ando 50 metros e já estou cansado. De resto, erraria tudo de novo... Não digo todos, mas muito deles, porque muito dos meus erros foram professores para mim... - responde Chico Anysio.

Sendo assim, não pense que os fatos vividos por você no passado, e que você julga errados, sejam coisas irreversíveis ou extremamente prejudiciais ao seu futuro. Ainda que você não consiga o resultado esperado por conta disso, leve-os como professores do seu hoje, e não os cometam novamente, ou então amenizem ao máximo os efeitos ruins, antes que eles apareçam, afim de que esses sejam apenas um tijolo na base sobre o qual devemos de edificar os nossos próximos dias. Enquanto não digerirmos de fato o nosso passado, trazendo-os para os dias de hoje, estaremos sacrificando boas oportunidades que passarão despercebidas por nós, uma vez que estamos muito preocupados em remoer as coisas ruins. Quanto ao cigarro, sendo lícito, fiquem a vontade... Sempre há os que erram de propósito, ou simplesmente pela vergonha de um simples não!





segunda-feira, 28 de junho de 2010

ONDE ESTÁ A FELICIDADE?


          Estamos muito preocupados em achar respostas para perguntas muitas vezes sem sentido. Assim como também perguntas sem sentido muitas vezes nos levam para caminhos grandiosos. Há perguntas que não tem a necessidade de serem respondidas, ou há perguntas que muitas vezes não têm respostas mesmo. Mas o que é felicidade? Será que há somente uma resposta para essa pergunta? Acho que não.
Cada um sabe como ser feliz, e não há regras para isso.



          O meu objetivo não é fazer como os livros de auto ajuda. Não é ficar aqui falando que a vida é uma maravilha, e que tudo é lindo, pois todos nós sabemos que não é sempre assim. Claro que há momentos de intensa felicidade, mas há também aqueles de imensa escuridão.
Como uma criança pode trazer grandes felicidades na vida de um casal? Como um bichinho de estimação pode deixar uma criança tão feliz? Como uma viagem entre amigos nos traz estórias que serão lembradas e revividas em pensamentos felizes para o resto de nossas vidas? São momentos de nossas vidas que servem para deixar nossos dias um pouco menos denso, um pouco mais alegre, porque vamos ser claros: nem sempre a vida é um conto de fadas, mas nós nem sempre aproveitamos a oportunidade para gozarmos dela. Embora seja repleta de dores, nossas vidas nos leva a caminhos prazerosos, basta sabermos enxergar na dor uma oportunidade de amenizá-la.



          Ultimamente, tenho ficado mais feliz do que triste, mas para isso precisei encontrar sozinho maneiras para que isso acontecesse. Tenho que ser meu próprio psicólogo, porque se isso não acontecer, não há pscicólogo que faça milagres para me fazer bem. Quem determina o caminho da felicidade somos nós mesmos, mas não há um unico caminho, não há respostas para isso. Seja você. Não há motivos para se preocupar em como ser mais feliz... Enquanto você se preocupa em como ser feliz, outros vivem essa felicidade.

domingo, 21 de março de 2010

BONS MOMENTOS



          Há alguns dias no calçadão, divulgando o projeto Saúde Cidadã com mais alguns DeMolays, fui abordado por um velho rapaz, o senhor Guimarães Máximo, 93 anos de idade, bem simpático por sinal, me perguntando como seria o projeto. Ao explicar, ele pediu um momento de minha atenção, pois queria me contar fatos de sua vida. Lógico, não poderia negar uma parte de minha atenção para ele – apesar do calor insuportável que fazia. Deixei a conversa fluir, e não demonstrei pressa alguma. Dando voltas e voltas na conversa, com passagens de sua juventude e paqueras também, ele começou a falar do assunto principal desse meu texto: seu relacionamento amoroso. Ele me disse que ficou casado com sua esposa durante cinquenta e quatro anos, e que há sete meses, ela morrera. Com uma disposição de dar inveja, mas também com os olhos avermelhados, digno de quem não contera a emoção, ele me disse que sente muito a falta dela, e que desde então, não conseguia mais sentir aquela paz que sentia quando estava na companhia dela. 


          Confesso ter ficado por alguns instantes com um nó na garganta, e sem saber como continuar o assunto, e como também com palavras, confortá-lo. Tentei rapidamente mudar de assunto, mas ele insistiu no assunto, não mais de sua esposa, mas sim sobre casamentos. O que me chamou atenção em nossa conversa foi sua visão sobre casamento, que pela idade, não é de se espantar. Disse que durante sua vida toda, ele já presenciou várias formas de casamento, tanto de seus amigos e conhecidos, ou até seus familiares. Disse que ultimamente, o que ele mais vê é casamento por interesses econômicos, união de negócios, beleza física entre os parceiros, menos por amor, mas amor verdadeiro, não apenas atração – se é que atração pode ser chamada de amor. Terminou então dizendo que poucos vão sentir tudo que ele teve a oportunidade de sentir, e que também poucos vão conhecer o verdadeiro sentido do amor, quando a verdadeira essência do amor foi deixada um pouco de lado nos dias atuais – não que não haja mais, mas antes era com mais freqüência – e seguiu com sua ultima frase, com a mão no meu ombro, dizendo para me casar quando as condições me permitirem, logicamente, e quando eu encontrar uma mulher que eu ame de verdade, mas que meu amor seja apenas pelo que ela é, e não pelo que ela ou a família dela possui, porque juntos podemos ter tudo que quisermos.


          Foram aproximadamente 15 minutos de conversa, que olha... Compensaram o calor! Isso me fez repensar tudo que há tempos venho refletindo sobre: o amor. O que o Senhor Guimarães Máximo me disse, talvez muitas pessoas devessem ter a oportunidade de ouvir também, não como uma forma de orientação apenas, mas sim, para ter a oportunidade de não só ouvir, mas sentir de uma pessoa que viveu aquilo que está dizendo, e sentir também o impacto da reação da pessoa quando cita, com grande inocência, um fato tão doloroso como este. O que ele me disse teve grande importância para mim, e espero que ao lerem, vocês consigam tirar algo de bom do texto, ou apenas alguns minutos de reflexão sobre as palavras desse jovem simpático de 93 anos de idade.